SismoSmartMonitoramento sísmico para prédios

Tecnologia

O que tem dentro do dispositivo e como o dado chega até você

O SismoSmart tem um único trabalho: registrar como um prédio se move. Tanto a notificação rápida durante o tremor quanto o relatório que vem depois saem desse mesmo registro. Esta página explica como ele é feito.

Saúde estrutural

A frequência natural é um sinal precoce de dano

A frequência natural de um prédio se mantém estável por meses, oscilando só com as estações. Depois de um tremor sério ela cai e não volta ao valor anterior. O dispositivo capta essa mudança.

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Acelerômetro MEMS

Dentro há um sensor MEMS classe ADXL355, cerca de 100 vezes mais sensível que o acelerômetro de um celular. Ele amostra três eixos 250 vezes por segundo e chega a um piso de ruído perto de 22 micro-g. Modesto ao lado de uma estação sísmica profissional, mas de qualidade de laboratório para eletrônica de consumo.

Detecção STA/LTA

O dispositivo compara a média do último meio segundo com a média dos últimos trinta segundos. Quando essa razão pula, há um evento. O método se chama STA/LTA e é padrão em sismologia. A calibração piloto busca separar o ruído comum do prédio de uma vibração, mas falsos positivos ou eventos não detectados continuam possíveis até a validação de campo.

Buffer local de eventos

Cruzado o limiar, o dispositivo escreve na memória uma janela de 40 segundos: quatro segundos antes do evento e trinta e seis depois. Se a internet estiver fora nesse momento, ele guarda a gravação e envia quando a conexão volta. Um app de celular não consegue fazer isso.

Confirmação na nuvem

Um dispositivo disparando sozinho não é prova forte. Quando três ou mais dispositivos da mesma área disparam em 60 segundos, o evento é marcado como confirmado. É aí que a taxa de alarme falso cai de verdade. Fontes públicas como AFAD e USGS dão uma checagem cruzada a mais.

Acompanhamento de saúde estrutural

Todo prédio tem uma frequência natural, ou seja, o ritmo em que ele tende a oscilar sozinho. O dano estrutural puxa esse número para baixo. O dispositivo mede toda semana, aprende o padrão sazonal e sinaliza uma queda inesperada. O nome técnico do método é análise modal.

Relatório para o engenheiro

Depois de um evento, o relatório traz a aceleração máxima do solo (PGA), a velocidade máxima (PGV), uma estimativa de intensidade Modified Mercalli e a porcentagem de deslocamento na frequência natural do seu prédio. São métricas padrão da engenharia sísmica. Não estamos inventando escala nova.

Conectividade

V1 roda em Wi-Fi de 2,4 GHz. A versão corporativa (V2) vai somar conexão celular LTE-M e LoRa mesh, para que síndicos não precisem colocar o dispositivo no Wi-Fi do escritório.

Energia

USB-C padrão, 5V/2A. Um supercapacitor de 1 farad dá de 30 a 60 segundos de energia ponte durante uma queda, o bastante para mandar o último evento para a nuvem. Não há bateria para trocar nem manutenção periódica.

Certificação

Antes de o V1 sair: CE RED (diretiva europeia de rádio), aprovação de frequência BTK na Turquia, conformidade RoHS e WEEE. Todos os fluxos de dados ficam documentados sob a KVKK. A aprovação FCC para o mercado americano é um passo posterior.